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Amor

Quando eu era criança, eu acreditava que amor era dar flores, chocolates e surpreender quem você ama com algo parecido com a cena final de “Amizade Colorida”. Depois disso, eu achei que amor mesmo era ter alguém pra compartilhar as metas e enriquecer junto. Quando eu tava no ensino médio e achava que queria Medicina, meu conceito de amor se tornou alguém que soubesse Anatomia. Entre uma paixão platônica e outra, uns sins e uns nãos, eu conheci o amor. O Mioto acertou quando disse que o grande amor vem meio assim, na contramão. Eu li até que existe o amor da nossa vida e o amor pra nossa vida. Eu não sei como vai ser pra você, mas... Talvez seu grande amor não te ame. Talvez ele não tenha coragem de te dizer isso. Talvez ele nem seja seu amor assim. Em um dia você vai pensar que não há nada de errado em sentir o que sente porque amar sozinho também é amor. Você vai ter um sonho relacionado a alguma lembrança, vai sentir na pele o que já sentiu um dia e vai acordar percebendo que foi um sonho. Sonho enquanto você dormia e pesadelo quando acordou. Toda a sua superação vai sumir por alguns momentos e você vai se perguntar se algum dia vão inventar uma máquina pra voltar no tempo. Depois você vai lembrar que você precisou disso tudo pra ser o que é hoje. Vai reconhecer que esse negócio de se amar não é coisa de gente mal amada. É coisa de quem amou muito. Amou tanto que doeu, machucou, mas ensinou. Que coração parte mesmo, mas cicatriza. Que a gente ganha e perde. Que o tempo leva e leva tempo. Que as flores não são menos bonitas porque a única coisa que você sabe sobre elas é que são bonitas. Que o amor não é menos amor porque seu amor não é seu.

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